SÃO PAULO – Com a aprovação da reforma da Previdência, cada vez mais investidores têm buscado alternativas para garantir o futuro financeiro, e os fundos de previdência complementar têm ganhado espaço na carteira dos brasileiros. É o que mostram dados recentes da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).

De acordo com a entidade, as novas contribuições nessas aplicações somaram R$ 34,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 35,4% ante o valor apresentado no mesmo período de 2018. A captação líquida (diferença entre novos depósitos e resgates) correspondeu a R$ 16,6 bilhões no trimestre encerrado em setembro, um crescimento de 104,7% na comparação anual.

Com o resultado, as reservas dos planos de previdência alcançaram a marca de R$ 917 bilhões, montante quase 14% maior que o registrado até setembro do ano passado.

“As contribuições cresceram e apresentaram uma recuperação consistente em relação ao terceiro trimestre de 2018. Já o aumento da base de pessoas investindo avança mais lentamente e depende da melhora dos indicadores de emprego e renda”, afirmou Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi, em nota.

No acumulado do ano, a indústria de previdência complementar aberta registrou captação líquida de R$ 37 bilhões, alta de 47,6% em relação a igual intervalo de 2018.

Juros baixos puxam diversificação

A busca por garantias financeiras futuras somada a um ambiente de juros baixos tem feito o investidor diversificar também dentro dos planos de Previdência, visando obter melhores retornos.

Até outubro deste ano, 12% dos recursos tinham sido alocados em fundos multimercados, ante 10,2% em 2018. O deslocamento tem sido gradual desde 2016, quando a categoria respondia por 5,7% do total, aumentando para 8,1%, em 2017.

A maior parte das aplicações, entretanto, segue na renda fixa. Até setembro, a parcela de fundos de renda fixa correspondia a 83,8% do total, ante 86,8% no mesmo período do ano anterior.

PGBL X VGBL

No terceiro trimestre de 2019, os planos VGBL, indicados principalmente para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, lideraram as novas aplicações, com 91,9% dos depósitos realizados.

Já os do tipo PGBL, recomendados para quem declara o IR pelo formulário completo, responderam por 7,4% dos novos aportes no período.

Fonte: Infomoney

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